Me aproximando do fim da formação e do dia de receber o Sacramento da Ordem, no grau do diaconato, se faz necessário uma retrospectiva de tudo aquilo que vivi nesses anos e pontuar o que me ajudou, destacar o que me fez bem, o que me impulsionou e me amparou na caminhada.
Dentre todas as coisas, devo colocar o Escotismo da AGEBR, que entrou na minha vida meio que sem eu querer, mas agora, mesmo que eu quisesse, não conseguiria tirar, pois foi algo que se encarnou.
Ahh, como eu queria ter conhecido o escotismo antes! Teria evitado que acontecesse tantas coisas em minha vida, na minha caminhada…
A ideia de ter uma regra de vida, com a Lei do Escoteiro, ter um caminho a ser seguido, com os ramos pedagógicos (Amarelo, Verde e Vermelho) são uma verdadeira escola, e digo que uma “fábrica” de santos.
Como disse o Chefe Marcos – Comissário Geral Escoteiro, no Final de Semana de Formação de 1º Tempo, que participei no ano de 2023: “Não tem como dar errado, se tudo for feito como o método escoteiro é proposto e se feito com amor!”
Esse método me encantou, pois vi com meus próprios olhos o crescimento de alguns jovens, alimentou minha esperança e me abriu os horizontes para uma juventude que quer crescer e é carente de referências e que encontraram no escotismo e nos chefes escoteiros católicos.
A amizade nasce dentro das patrulhas e a fraternidade envolve de uma forma, que não existe somente amizade, mas uma irmandade. Isso, de verdade me encantou e me mostrou uma realidade diferente de tudo o que eu,conhecia dentro da Igreja e na minha caminhada.
Tudo que aqui pude aprender, não era novo para mim, de modo nenhum, mas me foi apresentado de uma forma tão leve, tão “interessante”, que me atraiu, me deu uma visão diferente. Tentar viver a Lei do Escoteiro e a Promessa, foi uma nova forma de buscar a viver os mandamentos, ter um chefe, foi um desafio para aprender a lutar contra minhas vontades e iniciar um caminho de obediência, escutar os jovens e seus anseios, me prepara para o ministério de uma forma tão forte, que nem sei descrever o que sinto em meu coração, mas vejo a ação de Deus, formando um coração sacerdotal.
Em suma, o Escotismo, na complexidade de seu método, torna mais simples a vida, pois se encarna e começa a fazer parte de nós mesmos. Não fui escoteiro desde pequeno, e tive limitações em minha vivência, devido o meu estado de vida, mas o que vivi foi experienciado de uma forma tão sublime, que adentrou e hoje faz parte de mim.
“Por minha honra e com a Graça de Deus, eu prometo fazer o meu melhor…”, ser o melhor que eu posso e me dedicar ao ministério a mim conferido sacramentalmente, cuidar do rebanho a mim confiado e viver a vontade de Deus em minha vida!
Rezem por mim, meus irmãos e minhas irmãs, esse pobre servo, para que seja fiel ao ministério e a Promessa feita!
Semper Parati!
Texto: Diácono Samuel Costa Lima